Após 13 horas de viagem, o elenco do Fluminense desembarcou em Barinas,
na Venezuela, na madrugada de terça para quarta, às 3 horas (de
Brasília). Nesta tarde, a equipe faria um treino de reconhecimento do
gramado do estádio Augustín Torva, mas foi impedido pelas fortes chuvas
que assolam o país.
Se na Argentina o Flu não pôde treinar em La
Bombonera pelo simples fato de que o Boca Juniors não desejava a
presença de seu adversário, na Venezuela a situação foi diferente. O
Zamora, adversário do time de Abel Braga nesta quinta-feira, pela Copa
Libertadores, também não conseguiu realizar suas atividades normalmente e
passou o dia sem treinar.
A solução encontrada pelo Flu foi
partir para Fuerte Tavacare, propriedade do exército venezuelano, onde
treina no início da noite. A intenção de Abel Braga é realizar
atividades leves, pois a viagem aumentou o desgaste.
“Às vezes,
no futebol, temos que passar por isso. Estamos exaustos, mas o que
importa é a conquista dos três pontos na quinta-feira”, disse o atacante
Fred, consciente de que uma vitória garante a equipe nas oitavas de
final da Libertadores.
Com nove pontos conquistados em três
partidas, o Flu lidera o Grupo 4 e pode se classificar até mesmo com
empate, caso o Boca Juniors vença o Arsenal na outra partida.
Sem
treinar, o adversário do Fluminense receberá pela primeira vez um time
brasileiro no estádio apelidado de La Carolina e tenta sair da lanterna
do grupo, em que figura praticamente sem chances de classificação. Na
história dos confrontos entre equipes dos dois países, ampla vantagem
aos brasileiros, com 24 vitórias, 12 empates e apenas seis derrotas.