São Paulo e Santos começaram a 14ª rodada do Campeonato Paulista entre
os quatro primeiros colocados e, com base no retrospecto entre os quatro
grandes do Estado e as equipes com menos investimento, dificilmente
deixarão o grupo. Com isso, a definição da posição de cada um nas
quartas de final passa por clássicos. E o San-São às 16 horas (de
Brasília) deste domingo, no Morumbi, é a última chance para ambos.
O
Santos foi o primeiro favorito a ser derrotado por um clube do interior
nesta edição do torneio – na rodada passada, seus reservas perderam
para o Mogi Mirim. Resultado decisivo para a equipe estar com 27 pontos,
um abaixo do time do Morumbi. A proximidade de ambos na tabela,
contudo, torna ainda mais decisivo o confronto deste fim de semana – a
soma de pontos definirá a vantagem de jogar por dois resultados iguais
na decisão.
Para os anfitriões, derrotar o rival litorâneo significa diminuir os
prejuízos de sua única derrota no ano, exatamente em seu primeiro
clássico, diante do Corinthians – contra o Palmeiras, empatou por 3 a 3.
E terminar a fase de classificação em melhor posição é uma tarefa
possível à equipe de Emerson Leão se for superado um péssimo retrospecto
recente em clássico, já que o clube venceu só dois dos últimos 12 que
disputou.
O treinador, contudo, prefere enfatizar o valor de um
triunfo na tabela. “Representa motivação, um alto índice de
responsabilidade e uma definição em relação à tabela. Estamos bem, mas
podemos ficar melhor. E não vejo ninguém ficar melhor sem vitória”,
indicou Leão.
O treinador não deve mexer muito na base que tem
agradado. Da escalação que iniciou a goleada por 4 a 0 sobre o
Independente de Tucuruí na quarta-feira, pela Copa do Brasil, a única
possível novidade é Piris, barrado para melhorar sua forma física e
técnica. Mas o volante Rodrigo Caio tem agradado na lateral direita e
pode continuar improvisado.
O maior mistério está do outro lado.
Embalado pela segunda vitória consecutiva na Libertadores, diante do
Juan Aurich na última quinta-feira, em Chiclayo, o Santos teve pouco
tempo para se preparar para o seu último clássico na primeira fase do
Paulista – já perdeu do Palmeiras e derrotou o Corinthians neste ano.
Mesmo assim, o time da Vila garante que não irá faltar dedicação dentro
de campo diante do rival. Para o meia Paulo Henrique Ganso, destaque da
vitória santista no Peru, esse duelo é a chance de o time terminar a
etapa de classificação o mais bem colocado possível – os são-paulinos
têm 28 pontos, um a mais em relação ao Alvinegro Praiano.
“Conquistamos
uma vitória importante no meio de semana e agora é focar no clássico. É
uma partida importante contra o São Paulo, principalmente porque
queremos chegar à liderança [do Paulistão]. Precisamos da vitória e
vamos fazer de tudo para conquistá-la”, prometeu o armador.
Muricy
Ramalho não confirmou o time, mas deve escalar força máxima no Morumbi.
A única exceção é o lateral esquerdo Juan que, por questões contratuais
e um acerto entre os dois clubes, fica fora do clássico – o atleta está
emprestado ao Peixe pelos São Paulo. O jovem Paulo Henrique deve
substituí-lo. Outra opção é deslocar Fucile, com Maranhão entrando na
lateral direita.
“É um clássico importante e, até por causa
disso, não deveria ser agora. Mas quem monta a tabela não consulta
ninguém, então vamos ter que jogar. Seja como for, iremos escalar um
time forte e vamos procurar a vitória”, comentou Muricy, mantendo o
mistério que deve ser desfeito apenas nos vestiários do Morumbi.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO X SANTOS
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 18 de março de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Assistentes: Alberto Poletto Masseira e Alex Alexandrino (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Luiz Flavio de Oliveira e Raphael Claus (ambos de SP)
SÃO PAULO: Denis; Rodrigo Caio (Piris), Paulo Miranda, Rhodolfo e Bruno Cortez; Denilson, Casemiro, Cícero e Jadson; Lucas e Luis Fabiano
Técnico: Emerson Leão
SANTOS:
Rafael; Fucile, Edu Dracena, Durval e Paulo Henrique (Maranhão);
Henrique, Arouca, Ibson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges
Técnico: Muricy Ramalho